Dez Anos de Zodíaco Bar | 13.12.2011

Postado por Higino Vieira em Artigos

A comemoração desses dez anos de Zodíaco bar é muito especial pra mim e chega a me emocionar.

O Zodíaco não é apenas um bar ou uma empresa, é uma família festiva que sempre está de braços abertos para receber e animar seus convidados. É uma casa feita de amigos onde o bom astral impera e todos ficam a vontade para entregar-se à diversão. Eu tenho muito orgulho de ter feito parte dessa família por muito tempo. Desses dez anos, eu estive lá por pelo menos cinco formando a grande e saudosa parceria "IntruZo&Zodíaco".

O IntruZo era formado por mim, Jussara Florentino e Marne Rabello - sócias e amigas maravilhosas que moram no meu coração. O Zodíaco é Fred Ferreira e Mônica Lemos, gênios noturnos e noctívagos cujos exemplos de dignidade, correção, honestidade e fortaleza irei carregar pra sempre. Todas pessoas com quem aprendi muito.

Aquele bar foi testemunha ocular de varias passagens da minha vida e também o palco principal do meu maior romance. No Zodíaco fiz muitos amigos e também encontrei meu grande amor. O lugar fantástico de cores claras, energia positiva e com o palco mais bem bolado que já conheci é de tanta importância que foi o local escolhido para eternizar a  felicidade numa grande festa de casamento com a minha amada Isabela.

Pensar no Zodíaco é lembrar de coisas boas, bandas incríveis, música maravilhosa, local mágico e gente do bem. Pensar no Zodíaco é lembrar que existe fuga do tédio e da monotonia cotidiana. É pensar que a noite é saudável e que devemos aproveitar ao máximo nossas vidas!

Carpe Diem!

Paço e Luto | 11.11.2011

Postado por Higino Vieira em Artigos

Diante da missão de modernizar o Legislativo brasileiro, nós, que fazemos parte do Interlegis, vemos de um tudo: as mais variadas paisagens, todos os tons de sotaques e os mais diversos tipos de clima. Assim, temos a real percepção das dimensões continentais do nosso país e também nos tornamos testemunhas oculares de diversas situações inusitadas, que podem até ser consideradas cômicas para os que não conhecem a cultura de determinados lugares.

Dos "causos" que podem ser contados, temos tantos exemplos que podemos até pensar numa futura publicação que perpetue curiosidades dos mais distantes rincões do Brasil.

Cito o caso de um pequeno município que nem sequer possui uma funerária.

Lá, é costume que os velórios aconteçam no salão principal da câmara municipal, exatamente na sala onde acontecem as sessões plenárias. Assim, em morrendo alguém, a sessão é obrigatoriamente adiada.

Ressalto a simplicidade do povo daquele lugar, visto que tal honraria não é somente para autoridades, mas para todos os que passem desta para melhor. Já houve até caso de um bandido morto pela guarda municipal que lá foi velado. 

Ao questionar um dos vereadores sobre essa situação, ouvi a seguinte resposta: "Aqui é assim mesmo: num dia a polícia mata, no outro a gente enterra".

Pois bem, esse é o nosso Brasil e a nossa missão é alcançar o maior número possível de Casas legislativas que precisam de ajuda para se estruturar. O foco é direcionado na inclusão. Nosso objetivo é fortalecer o Poder Legislativo e a democracia, diminuindo a distância entre a população e as atividades legislativas.

Quanto mais avançamos, mais me lembro de Guimarães Rosa em Grande sertão Veredas, quando ele fala que "vivendo, se aprende; mas o que se aprende, mais, é só a fazer outras maiores perguntas".

 

Alegria | 23.09.2010

Postado por Higino Vieira em Vídeos

Muito bacana a perspectiva que Erik Marreiro deu ao vídeo do meu casamento. Ele é o cara! Mais que indico!

Túnel do Tempo com Lapso de Memória | 24.03.2010

Postado por Higino Vieira em Artigos
Túnel do Tempo com Lapso de Memória

 

Amigos,
 
No dia 25/06/2009 postei o texto abaixo nesse espaço e, ao mesmo tempo, o encaminhei para o máximo de pessoas possível para que alguém, além de mim, alguém pudesse mostrar sua indignação com a falta de compromisso com a nossa História.
 
Muitos e-mails foram encaminhados e até uma correspondência foi enviada ao Presidente do Senado José Sarney pelo amigo Abelardo Jurema Filho.
 
Resumindo: Até agora nada foi feito!
 
Postei o texto aqui novamente, 6 meses depois, na tentativa de conseguir fazer-me ouvido por alguém que possa tomar alguma providência.
 
Conto com todos para se engajarem nesse pleito.
 
Abraços
 
Higino
____________________________

 

 
Postado em 25/06/2009

Por esses dias, a minha eterna sede de saber se uniu à vontade de descansar as pernas, que já haviam caminhado muito pelos corredores  do Congresso Nacional, fazendo com que, entre uma missão e outra do meu trabalho, eu fizesse uma pausa.

O local escolhido para o alívio foi o "Túnel do Tempo", passagem subterrânea que liga o Plenário do Senado aos gabinetes dos senadores, e abriga a exposição “O Senado Brasileiro – do Império à República”, que mostra a história do Senado Federal desde sua criação até os dias de hoje. Lá, eu pude descansar as pernas e, ao mesmo tempo, exercitar meus neurônios com analises de trechos muito pesados da nossa História.

O “Túnel” tem de tudo: imagens das primeiras instalações do Senado, carta em que a Princesa Izabel assinou a Lei Áurea, bustos de várias personalidades que marcaram nossa história, diversos painéis, entre os quais dou destaque ao que representa a Revolução de 1930 e, ainda, diversas outras riquezas que valem à pena serem vistas.

Pois bem. Eu, como paraibano nato e altamente interessado pelos nossos causos e histórias, resolvi redobrar a atenção ao que dizia o painel sobre 30 e, pasmem (!), deparei-me com um incrível descaso.

 

No painel, observa-se a diagramação de um texto dividido em três colunas. Acontece que, no texto ali inserido, a segunda coluna não dá continuidade ao conteúdo da primeira, tornando, assim, o texto sem sentido. Documentei em fotos para que todos pudessem testemunhar esse desleixo.  Isso sem falar que o texto trata João Pessoa como irmão de Epitácio Pessoa, quando na verdade é sobrinho. 

No painel, observa-se a diagramação de um texto dividido em três colunas. Acontece que, no texto ali inserido, a segunda coluna não dá continuidade ao conteúdo da primeira, tornando, assim, o texto sem sentido. Documentei em fotos para que todos pudessem testemunhar esse desleixo.

É importante atentarmos para o fato de que só em 2008, o Congresso Nacional recebeu cerca de 140 mil pessoas que percorreram suas principais dependências em visitas conduzidas por monitores. O que nos leva a crer que, desde a sua fundação, o Congresso já recebeu muito mais de um milhão de visitas.

Acredito que esses painéis que ilustram o corredor mais importante da mais alta casa legislativa do País merecem atenção redobrada para não continuar no absurdo de conter falhas.

Espero que essas observações sirvam de exemplo para que todos nós possamos dar mais atenção ao que nos rodeia. Dessa forma fortalecemos nossas memórias.

Fiquem com Deus!

PS: Para uma melhor visualização do acima descrito, encaminho em anexo várias imagens que provam o que aqui foi dito.

 
Imagem completa do painel sobre a Revolução de 1930
 

Coluna 01

Coluna 02

Coluna 03

A verdadeira história de Brasília | 29.01.2010

Postado por Higino Vieira em Vídeos

Todo paraibano tem por obrigação ver esse vídeo sobre o Marechal José Pessoa Cavalcanti de Albuquerque. Filho da cidade de Cabaceiras, sobrinho de Epitácio Pessoa, irmão de João Pessoa e que hoje figura no ostracismo da memória brasileira.

Eis o que diz a Wikipédia:

Foi convidado em 1954 pelo presidente Café Filho para ocupar a presidência da Comissão de Localização da Nova Capital Federal, encarregada de examinar as condições gerais de instalação da cidade a ser construída. Em seguida, Café Filho homologou a escolha do sítio da nova capital e delimitou a área do futuro Distrito Federal, determinando que a comissão encaminhasse o estudo de todos. É mister que se faça justiça em resgate da verdade histórica, reconhecendo-se que foi a Comissão de Planejamento e Localização da nova Capital, sob a Presidência de José Pessôa, a responsável pela exata escolha do local onde hoje se ergue Brasília.

A idealização do plano-piloto, também foi obra da mesma comissão que em robusto relatório, redigido pelo Gen José Pessôa, de título "Nova Metrópole do Brasil", entregue ao Presidente Café Filho, detalhou os pormenores do arrojado planejamento que se realizou.

O Gen José Pessôa não imaginou o nome da capital como Brasília, mas sim Vera Cruz, caracterizando o flamejante sentimento de um povo que nasceu sob o signo da Cruz de Cristo e estabelecendo ligação com o primeiro nome dado pelos descobridores. O plano elaborado respeitava a História e não descaracterizava as tradições brasileiras. Grandes avenidas chamar-se-iam "Independência", "Bandeirantes" etc., diferentes, portanto, das atuais siglas alfas-numéricas de Brasília, como W-3, SQS, SCS, SMU e outros.

Cláudio Queiroz, Professor de Arquitetura da Universidade de Brasília, em declaração ao programa DF TV, sobre o Mal José Pessoa, disse: "O Marechal José Pessoa é um dos Tiradentes da História de Brasília. É uma dessas pessoas que sem ele, o processo talvez tivesse sido cortado e postergado a um outro momento por que ele desempenhou um período fundamental na implantação da nova capital, da perspectiva de realização efetiva, quero dizer, tornar real"
 

I Congresso Jurídico pela Vida | 19.01.2010

Postado por Higino Vieira em Notícias

CONGRESSO JURÍDICO TRARÁ GRANDES NOMES DO DIREITO A JOÃO PESSOA EM FEVEREIRO
Renda será revertida para a Casa da Criança com Câncer

O meio jurídico paraibano está na iminência de um grande evento. Será realizado em João Pessoa, no próximo dia 06 de fevereiro, o I Congresso Jurídico pela Vida. A iniciativa, capitaneada pelo FMB Cursos Jurídicos e pela AEMP - Associação das Esposas dos Magistrados da Paraíba, trará a João Pessoa juristas e professores de todo o Brasil, com a finalidade de debater temas atuais do Direito e ajudar a Casa da Criança com Câncer do Hospital Napoleão Laureano que receberá toda a renda do evento.

Entre os temas debatidos estão: Lavagem de dinheiro, com palestra proferida pelo Procurador da República Rodrigo de Grandis, responsável pelo acompanhamento de algumas operações da Polícia Federal, como a Operação Satiagraha; Riscos da Terceirização Trabalhista, com o juiz Homero Batista Mateus, autor de diversos livros na área; Últimas Alterações da Legislação Tributária, com os Professores Jonathan Vita e Fabiana Del Padre Tomé, ambos da PUC-SP; e Improbidade Administrativa, com o Professor Roberto Baldacci. O evento ainda contará com debatedores de peso no cenário jurídico, como o Procurador Geral de Justiça Oswaldo Trigueiro Filho, o Secretário Chefe da Casa Civil, Marcelo Weick e o ex-Presidente do TRT da Paraíba Des. Vicente Vanderlei. O evento será aberto pelo Presidente do Tribunal de Justiça.

“Além de acesso a novos conhecimentos, os participantes do evento também estarão exercendo um papel fundamental para a vida contemporânea: a solidariedade”, destaca Diana Vita, Presidente da AEMP. Para Napoleão Casado Filho, Diretor do Curso FMB que traz seus professores como palestrantes, trata-se de uma grande oportunidade para os operadores do Direito que terão um dia de debates de alto nível e para os estudantes que precisam participar de tais eventos para fins de graduação.

O organizador ainda destacou o altruísmo dos palestrantes que não cobraram cachê para participar do evento. A iniciativa pioneira ocorrerá no dia 06/02, a partir das 08:00hs, no Auditório Wilson Pessoa da Cunha, anexo ao TJPB e conta com o apoio do  Governo do Estado, do Tribunal de Justiça, da Faculdade Maurício de Nassau e de escritórios de advocacia como Nóbrega Farias e Trajano, Erick Macedo e Vita Advogados. As inscrições custam R$ 30,00 (trinta reais) e devem ser feitas na sede do Curso FMB, localizado na Av. João Maurício, 1701 – Manaíra – vizinho ao MAG Shopping. Maiores informações podem ser obtidas no telefone 3245 6170.

Baratona 2010 | 19.01.2010

Postado por Higino Vieira em Notícias

A prévia do carnaval de João Pessoa começa com força total neste sábado (23), a partir do meio-dia, com o desfile do Bloco BARATONA. A concentração é na Barraca Deusa do Mar (beira-mar do Cabo Branco, em frente ao Restaurante Marinas).

Fundado pelo advogado Marcos Pires, o bloco, que nos primeiros desfiles reunia apenas o pessoal do "cooper" da Praia do Cabo Branco, está aberto hoje a qualquer pessoa que esteja a fim de curtir o carnaval da cidade.

Ao contrário dos outros blocos de carnaval, a Baratona não aceita patrocínio de ninguém, não tem camiseta pra vender, estandarte, hino oficial ou cordão de isolamento. É só o povão animado por uma orquestra de frevo, no calçadão da praia e nas visitas aos bares da orla.

E haja frevo. Somente frevo.

Reveillon na PB: Obra do acaso | 03.01.2010

Postado por Higino Vieira em Frases

por Petronio Souto

"Com a guerra política, o acaso acabou realizando uma grande obra, na Paraíba: Inauguramos o réveillon fora de época. Nosso réveillon foi ontem (2), no show de Jorge Benjor. Lá estavam todas as tribos, uma verdadeira confraternização universal. Finalmente, entramos no espírito da coisa."

Schopenhauer e a verdade | 01.01.2010

Postado por Higino Vieira em Frases

"Os homens se ocupam mil vezes mais em adquirir riquezas do que adquirir cultura e sabedoria, e no entanto o que somos contribui muito mais para a nossa felicidade do que tudo aquilo que temos e possuimos!"

Arthur Schopenhauer

Uma coisa para se detestar | 03.11.2009

Postado por Higino Vieira em Artigos

“O discurso jovem deve imprimir
um sentimento de responsabilidade
coletiva e o repúdio à inércia que
o nosso País encontra diante dos
escândalos diários”

 

Por Higino Brito Vieira, publicado na Revista Nacional da Juventude Democratas

Em um de seus poemas, Arnaldo Antunes lembra que “nada é mais démodé do que ser eternamente adolescente, virando a cara pro presente e esquecendo de aprender”. Perfeito. Da mesma forma, o inverso é de doer. Políticos jovens que aparecem com pinta e discurso de velhas raposas da política brasileira não estão com nada. Jovens falando como velhos militantes estudantis de esquerda também não colam mais.

Charles Swindool conta que “a palavra tem cor, a palavra tem forma. E essa forma é uma escultura sonora, é arte”. As palavras, porém, também podem ser usadas para ocasionar efeitos potencialmente destruidores. Daí vem a importância da formação de base do sujeito e da naturalidade de seus pronunciamentos. A adoção de uma linguagem que não é de sua natureza pode abrir brecha para observações erráticas e catastróficas.

No mundo moderno há uma vigorosa tendência a não mais aceitar uma comunicação floreada e sem conteúdo. Políticos, empresários, executivos, técnicos, profissionais liberais, universitários, todos necessitamos de uma boa comunicação. Precisamos falar bem para enfrentar as mais diferentes situações.

Falar e ouvir, principalmente falar, são as grandes ferramentas dos políticos e da política. O político deve ser mais firme do que loquaz, valorizando a palavra, falando menos do que gostaria e, ainda, mantendo o elo entre seus projetos e sua consciência de cidadão.

O verbo “comunicar” vem do latim e significa tornar comum, e tornar comum é o compromisso fundamental que o político deve ter com seus eleitores. Como fazer isso abrindo mão da sua identidade? Impossível. 

Pressupõe-se que a confiança depositada nos jovens venha através da esperança de novos horizontes traçados por um homem público livre de vícios. Já está mais que comprovado que o formato atual de fazer política é campeão em rejeição. 

O jovem tem que colocar sua postura no nível de entendimento de seus eleitores, incorporando o espírito moderno e empreendedor que foca em atitudes de impacto, do tipo “é preferível dizer cem vezes não, a dizer um sim e não cumprir a palavra”.

A melhor carta na manga do político é a empatia, mas tem que ser usada na hora certa. O discurso jovem deve imprimir em todos os presentes um sentimento de responsabilidade coletiva e o repúdio à inércia diante dos escândalos e vergonhas que todo dia são estampados nos noticiários. O engajamento das forças jovens no cenário político atual é a grande esperança de inserção de credibilidade, planejamento, unidade, idealismo e resultados concretos em nosso futuro.

Certa vez, Ricardo Noblat, em uma de suas palestras, contou que procurou o senador Ulysses Guimarães e comentou: “Senador, esses parlamentares de hoje são muito ruins!”. E o grande Ulysses, de imediato, respondeu: “Você só fala isso porque ainda não sabe quem serão os próximos!”.

Talvez, um dia, essa má sucessão acabe. A única esperança de isso acontecer são as novas gerações. O persevero e a gana da juventude têm que imperar de tal forma que despertem nas pessoas o voto por admiração, reconhecimento e crença. Votos gratuitos e espontâneos brotados do coração, não do assistencialismo.

É importante lembrar que na trilha eleitoral encontra-se de tudo: desde gratas surpresas até grandes decepções. Devemos buscar o sucesso político baseado nos interesses coletivos e não na forma de subir na vida utilizando o povo como degrau. 

Os discursos a serem feitos devem ser absorvidos em sua totalidade. Tendo essa percepção, a Juventude Democratas investe pesado em formação política por todo o País para que esses conceitos sejam absorvidos pelo maior número de jovens possível. 

Capacitado, o jovem não precisa se segurar nos mais vividos, mas sim nas suas próprias ideias. Dessa forma, a JDEM em parceria com o Instituto Friedrich Naumann para a Liberdade, através de seus seminários, incentiva uma nova postura política para se tornar referência nacional.

Constroem-se edifícios, tijolo por tijolo, tenham um ou cem andares. Esse é o pensamento de todos os que formam esse grupo de jovens que almeja a consolidação de uma política diferente no Brasil.

Chaplin dizia que "bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve... A vida é muito para ser insignificante". Bebamos esse pensamento e sigamos em frente para construirmos uma pátria digna de orgulho e idolatria.

Dicas de quem chegou lá
Entrevista com o Deputado ACM Neto (DEM-BA)

Higino Vieira - Como você fez para imprimir uma marca própria, mesmo tendo vindo de uma família tradicional de políticos?

ACM Neto - Quando você é natural, deixa seus pensamentos fluírem e afirma suas idéias, automaticamente você consegue construir os seus passos. É claro que é muito importante você se espelhar nas pessoas mais experientes, aprender com os acertos e também com os erros; mas é fundamental deixar a sua própria estrela brilhar. Meu avô foi um político tradicional no Brasil, mas começou em 1954, quando disputou a primeira eleição. Eu disputei pela primeira vez em 2002. Há uma diferença de quase 50 anos, as realidades são completamente distintas, as exigências da vida são outras.

Higino Vieira - O que você diria a um político jovem que aparece com pinta e discurso das velhas raposas políticas?

ACM Neto - Eu diria que vá pra casa, vista o pijama e se aposente. É um desastre ver um político jovem que tem procedimentos, práticas e uma linha de atuação focados no passado. O político jovem precisa não só se inserir na realidade contemporânea, mas até, se possível, antecipar o futuro. Tenha uma postura de vanguarda, tenha coragem pra fazer a ruptura, tenha coragem pra construir uma linha nova de trabalho

Higino Vieira - Qual o conselho para quem está entrando na política?

ACM Neto - Acreditar que pode vencer. Tem que ter esperança na vitória. Depois, não se abater na primeira derrota, até por que a vitória vai ser sempre construída com uma caminhada. O tempo é fundamental pra ir lapidando o homem. É fundamental ter a confiança de que pode chegar lá, de que o resultado positivo pode ser alcançado, não deixar se abater com as dificuldades e, evidentemente, procurar ter uma participação muito vinculada à população. Estar ao lado e com uma caixa de ressonância do povo. E ter, é claro, qualificação técnica. Hoje em dia a política tem que ser encarada com profissionalismo, se cercar de bons quadros, estudar sempre pra ter condições de sustentar um debate, ter determinação, afinco com o trabalho e, de preferência, só fazer isso, só fazer política.

Higino Vieira - Como você enxerga a proporção que as redes sociais da internet (Twiter, Facebook, Orkut, etc) vêm tomando e como elas fazem parte do seu cotidiano?

ACM Neto - Estou completamente vinculado à tecnologia. No Twitter tenho quase 5 mil seguidores. É um meio de comunicação instantâneo que a gente vem cultivando e que vem crescendo muito e com uma interação formidável; também é uma forma de sentir como o eleitor está pensando, o que ele acha da sua opinião, da sua postura, das suas decisões, enfim. O site abre espaço pra reflexão, artigos, revelar quais são nossos caminhos em termos de eventos políticos, etc. Da mesma forma a gente usa o Orkut, o Youtube e todas as ferramentas de comunicação. Hoje já não se fala mais somente no analfabetismo da língua portuguesa. Hoje já tem que se falar também no analfabetismo eletrônico e, evidentemente, no crescimento da internet, que é um meio altamente democrático. Ainda mais agora, com a internet liberada pras campanhas políticas - que foi uma construção nossa aqui no Congresso Nacional. É cada vez mais inevitável que esse é o caminho que o político jovem moderno tem que trilhar pra aproximar a sua atuação da população e dos seus representados.

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